A Síndrome do Olho Seco é atualmente uma das condições oculares mais comuns a nível mundial. De acordo com o relatório TFOS DEWS II, referência internacional na área da superfície ocular, estima-se que a prevalência da doença varie entre 5% e 50% da população adulta mundial, dependendo dos critérios diagnósticos, idade e fatores ambientais¹.
Estudos científicos indicam ainda que o uso intensivo de dispositivos digitais está associado a uma redução significativa da frequência do pestanejar, comprometendo a estabilidade do filme lacrimal e contribuindo para o aparecimento de sintomas mesmo em pessoas jovens². Para além do desconforto ocular, a literatura demonstra impacto na produtividade, concentração e qualidade de vida³.
Neste contexto, o olho seco é hoje reconhecido como uma doença ocular multifatorial, que exige avaliação clínica adequada e acompanhamento personalizado.
O que é a síndrome do olho seco?
Ocorre quando as lágrimas são insuficientes ou de má qualidade, comprometendo a lubrificação e proteção da superfície ocular.
Sintomas
- Ardor
- Vermelhidão
- Sensação de areia
- Lacrimejo paradoxal
- Visão turva
- Dificuldade com lentes de contacto
Causas
- Excesso de ecrãs
- Ar condicionado ou aquecimento
- Envelhecimento
- Lentes de contacto
- Fatores hormonais
- Doenças e medicação
Tratamentos
- Lágrimas artificiais sem conservantes
- Higiene palpebral
- Terapias térmicas
- Suplementação
- Avaliação optométrica personalizada
Prevenção
- Pausas regulares
- Humidificação do ambiente
- Iluminação adequada
- Hidratação diária
Referências científicas
1 – Craig JP et al. TFOS DEWS II Definition and Classification Report. The Ocular Surface, 2017 https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28736337/
2 – Portello JK et al. Computer-related visual symptoms in office workers. Optometry and Vision Science, 2012 https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22270239/
3 – Uchino M et al. Dry eye disease and quality of life. American Journal of Ophthalmology, 2014 https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/24462897/